Dedicado ao mais lusitano sentimento. Este poema do sr. Ary é soberbo e eu ando viciada nele.
Esta palavra Saudade
Sete letras de ternura
Sete letras de ansiedade
E outras tantas de aventura.
Esta palavra saudade
A mais bela e a mais pura
Sete letras de verdade
E outras tantas, de loucura.
Sete pedras, sete cardos
Sete facas e punhais
Sete beijos que são dados
Sete pecados mortais.
Esta palavra saudade
Dói no corpo devagar
Quando a gente se levanta,
Fica na cama a chorar.
Esta palavra saudade
Sabe a sumo de limão
Tem um travo de amargura,
Que nasceu no coração.
Ai palavra amarga e doce
Estrangulada na garganta
Palavra como se fosse
O silêncio, que se canta.
Meu cavalo imenso e louco
a galopar na distância
Entre o muito e entre o pouco,
que me afasta da infância.
Esta palavra saudade
é a mais prenha de pranto,
como um filho que nascesse
Por termos sofrido tanto.
Por termos sofrido tanto
É que a saudade está viva
São sete letras de encanto
Sete letras por enquanto,
Enquanto a gente for viva.
Esta palavra saudade
sabe ao gosto das amoras
Cada vez que tu não vens,
cada vez que tu demoras.
Ai palavra amarga e doce,
debruçada na idade
Palavra como se fossemos
resto de mocidade.
Marcada por sete letras
a ferro e a fogo no tempo
Ai, palavra dos poetas
que a disparam contra o vento.
Esta palavra saudade
dói no corpo devagar
Quando a gente se levanta
fica na cama a chorar.
Por termos sofrido tanto
É que a saudade está viva
São sete letras de encanto
Sete letras por enquanto,
Enquanto a gente for viva.
Apenas eu, para mim. Porque o que realmente nos pode ajudar é a nossa própria força. Um lugar sem pretensões, sem construções.
domingo, 28 de setembro de 2008
segunda-feira, 17 de março de 2008
Double Decker Bus
Há tanta coisa por explicar, tanta coisa por perceber. Por vezes, sinto que a mensagem se dissolve antes de chegar onde eu queria que chegasse, ou não chega a mim. Ficam insinuações, sorrisos, olhares, cartas.
Há algum tempo atrás escrevi um post sobre o poder das palavras: escritas ou ditas? Continuo com a mesma opinião. Tudo o que nunca foi dito vai ter de ser discutido um dia... e 25 horas não vão chegar.
Adoro estar com aqueles a que chamo "o meu pessoal". Apesar da ausência física, continuo a não saber viver sem vocês. Eu trago-vos sempre comigo.
Adoro a música =) Tem energia e traz-me boas recordações. Lady traz-me London.

segunda-feira, 3 de março de 2008
Há dúbidas?
Este foi um dia de rebuscada inspiração do Dr. Pedro.
Imaginem isto dito por alguém com cara de mau e com o sotaque nortenho mais vincado que alguma vez tenham ouvido:
Imaginem isto dito por alguém com cara de mau e com o sotaque nortenho mais vincado que alguma vez tenham ouvido:
- "Era a primeira bez que eu bia o puto."
- "Estes pequeanos pormenores de ser ágil e indrominar o tratamento..."
- "Cumu??!"
- "1º e 2º pré-molar decíduo"
- "Num há pausas e ele tá imbebido nesse sentido..."
- Tá, tá! Tá lá deantro já num sai!"
- Porreiro, ele já se tá a babar!"
- "O Bucinador é raro."
- "Anadequada"
- "Confusão mental é um fracasso."
- "Temos de tar precabidos para os mobimeantos mais loooouuuucos da cabeaça" (acompanhado de uma volta de 180 graus da sua própria cabeça. Melhor explicado não podia ser.)
- "Os miúdos começam ali a tirar bifes, mas num se dão conta"
Foi mesmo um professor que disse tudo isto durante uma aula teórica de apenas 50 minutos... Há que admitir que não é fácil!!!
Já agora e mesmo assim, é um dos professores mais competentes que tenho.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
ABC
A. Hoje:
Restauração classe I no 47 ao sr. António (que hoje veio com mais tempo, não trouxe o saco com o "farnel" e até reparou na tatuagem da Patrícia - "Oh menina nunca faça isso. Bom é ao natural!").
Como fazer o modelo para Orto? Um mistério por resolver.
Rio das Flores é um bom livro, além do romance ajuda-nos a perceber toda a conjuntura e grande confusão pós regicídio até ao período de ditadura por que passou Portugal.
Comprei Retornados - um amor nunca morre. Vou tentar aprender um pouco mais sobre a história dos meus, que é a minha também.
O Segredo, esse ainda o irei desvendar um dia mais tarde, com mais calma.
B. Porquê B.G.?
Simplesmente porque não queria ser identificada.
Nos saudosos tempos de mIRC (aquela altura em que eu chegava a casa e não tinha nada para fazer, os tempos em que ficava online até às tantas quase todos os dias, aquela altura em que cada dia era uma descoberta e em que comecei realmente a acordar para a realidade) o meu nick era bond girl. Um nick que não tem muito (nada?!) a ver comigo, mas de que alguns se lembrariam. Por isso ficou só B.G.
Peço desculpa por dar uma explicação tão pobre em eufemismos ou metáforas mas a verdade, na maior parte das ocasiões, é simples, chata e não corrobora as nossas teorias.
C. Dissertação
O que passamos nós para os outros? Somos como somos. Sorrimos, choramos, gritamos, sussurramos ao ouvido, mandamos cartas. Sempre que fazemos algo, ou não fazemos deliberadamente nada estamos a ser observados e dessa observação nasce a opinião dos outros acerca de nós mesmos.
Que imagem ou mensagem passo eu para os outros? Inquietante questão, sobre a qual é preciso não reflectir muito ou corro o risco de fazer o que acho que os outros querem que faça em vez de fazer o que acho ou devo fazer.
A percepção que tenho de mim mesma é bastante clara. Conheço vícios, pontos fracos e qualidades que não impedem que me surpreenda determinadas vezes comigo mesma.
Sei que cada um tem uma opinião diferente sobre mim, até porque todos somos diferentes e reagimos heterogeneamente a um mesmo estímulo, mas um coração tão distorcido? Porquê?
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Ciclo sem Fim

Sexta-feira, 1 de Fevereiro, o céu ameaça ruir com uma chuva chata... nem rastos do sol. Fecha-se assim mais um ciclo.
A última frequência terminou às 11h30, depois de uma noite mal dormida, depois de acordar às 5h da manhã, depois de um mês inteiro com 3 frequências por semana, depois de um semestre exigente e persistente. Depois dos primeiros flúores, destartarizações, extracções, biopsias...
Bebo a ginginha, ouço a música que me acompanha sempre e me dá alguma vida. Agora tudo parece certo.
Logo há jantar. Quando der por mim já não estou nem aí para o cansaço, para a névoa, para as profundas olheiras, para os cafés, para a ansiedade, para a tristeza, para o chocolate, para as lágrimas.
Uma semana de férias não vai dar para sentir saudades. Outro ciclo se voltará abrir. E muitos outros terão de se suceder porque a aprendizagem e a vida são um ciclo sem fim.
E é verdade que só nos damos conta da verdadeira importância de tudo isto quando temos uma pessoa à nossa frente, que nos olha com respeito, nos pede opiniões e que exige o nosso melhor.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Sessão
É interessante a forma como os temas se camuflam.
Conheço tantos vocábulos para o mesmo significado e quando dou por mim estou a repetir palavras. A usar as mesmas como se mais não existissem... Sinto que tenho mil palavras na cabeça, 10 nos dedos e uma ou duas sigificâncias que me corroem e não largam por mais que tente evitá-las ou modificá-las.
Cada um de nós vive agarrado à sua obcessão e quem disser que não, mente.
Sentimos, respiramos, saimos para a rua na busca de atingir ou obter essa obcessão ou na busca de a esquecer e de ela perecer. De repente, torna-se a força indolente e constante que nos empurra para vida e nos domina os objectivos.
Confirmo isto quando leio mais que um livro do mesmo autor. Acabo de ler o primeiro, gosto da mensagem, vou ler outro da mesma pessoa, termino de o ler e vejo que apesar de outra história e personagens estarem presentes, a moral é a mesma. Os últimos são meras reconfirmações do primeiro. Também os meus post's repetem o primeiro. Por mais opostos que sejam os temas abordados, a ideia implicita é só uma.
Acaba tudo num motivo que nos torna apreensivos ao descobrir que não passa de uma obcessão. Reconforta-nos apenas saber que identificar o inimigo já é um passo para lhe retirar a vitória.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Revelação
E dizem eles que se querem,
Pastores de rebanhos fugidios,
Quando se esfolam e se traem
À rapidez com que rumam os rios.
Não sejam sinceros, por favor!
Matem o próximo se querem viver!
Já foram rasgados os traços do amor
Corrompido! O dia da noite há-de nascer.
Porque um dia acordas e já não vês o que vias. Quando a revelação acontece jamais sentirás como sentias. Alteraram-se as leis.
sexta-feira, 22 de junho de 2007
Porquê.
Mais do que escrever, mais do que ler comentários de outros que me leêm, mais do que comentar palavras e ideias de outros, gosto de ter um blog para poder ler o que escrevo. Não me tomem por narcisista...
Gosto da nostalgia desperta por palavras antigas. De reviver as emoções que um dia senti.
O tempo tem a capacidade de atenuar sentimentos. Claro que tinha mesmo de ser assim, julgo que seria incapaz de viver sentindo todas as emoções de toda a minha vida acumulada e simultaneamente. No entanto, isto pode ser também cruel. Por vezes, esquecemos a grandiosidade de pequenos momentos, de como uma certa pessoa nos fez reagir com um gesto inesperado da sua parte, da tristeza de não obter determinado objectivo que com o tempo se tornou fútil, mas que naquele momento era todo para nós. Não será este o processo que domina a perda de identidade?
Assim... Gosto de ler o meu blog. Gosto da ideia de que é possível refugiar-me na minha vida e vê-la de novo passar na tela, revivê-la cá dentro onde ninguém mais pode chegar porque mais ninguém pode sentir por mim.
Sorrio. Concluo que todo o passado, melhor ou pior, me faz sorrir. Aprendi e cresci com tudo o que vivi e consegui renovar o que tinha arquivado.
Finalmente, percebo. A verdade é que nunca esquecemos realmente o que vivemos. Podem faltar os rostos, os lugares, as datas (ou os blog's) mas toda a recordação está presente e cravada na nossa personalidade. Somos assustadoramente modificados pelo que vivenciamos. Seremos nós o que vivemos?
Ainda assim, gosto de ler palavras minhas. De certa forma, elas são a minha vida e, por isso, fazem-me crescer.
Fiquem com a estrada da vida...
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Pensamentos...
Bem... quando o dia se resume a acordar, comer e ir pra biblioteca estudar; voltar a casa pra comer; voltar pra biblioteca estudar; voltar pra casa, comer, estudar e dormir... Não se pode exigir muito das pessoas!
O estudo em excesso pode ter inúmeros efeitos adversos, prova disso é "O" diálogo de hoje:
- "A que é que sabe o cholé?"
- "Sabe a cholé!"
Só mentes brilhantes ocupam o seu tempo a pensar em questões com a complexidade patente nesta conversa! Palavras sábias de estudantes universitários que, apesar da exigência intelectual que a época de exames representa, se interessam ainda assim pela essência da vida!!
O estudo em excesso pode ter inúmeros efeitos adversos, prova disso é "O" diálogo de hoje:
- "A que é que sabe o cholé?"
- "Sabe a cholé!"
Só mentes brilhantes ocupam o seu tempo a pensar em questões com a complexidade patente nesta conversa! Palavras sábias de estudantes universitários que, apesar da exigência intelectual que a época de exames representa, se interessam ainda assim pela essência da vida!!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
