domingo, 19 de outubro de 2008

Fartinha de pensar num título para qui pôr

Em primeiro lugar, peço as minhas desculpas pela intermitência dos meus posts. Tenho andado a 1000 à hora, mas feliz.
Já escolhi o tema da tese de mestrado: Análise Sistemática de Falhas em Prostodontia Fixa. Um tema que dá pano para mangas... compridas! =P Mas que eu gosto. Vamos ver se tudo corre bem. Até agora a maior dificuldade tem sido arranjar passwords de bibiotecas on-line que tenham os artigos que me interessam...
Este ano elegeram-me representante do meu ano... (pelos vistos acham-me uma pessoa responsável e capaz! Quem diria?!) mais uma coisa para me ocupar (falar com profs, mandar mails, marcar datas de testes....).
Mas agora o que interessa é que quarta-feira à noite vou para um congresso em Santiago de Compostela e fico lá até domingo =) Vamos lá testar o poder de la mobida...
Este fim de semana o meu guru ligou-me para irmos lanchar mas não pude porque estava em Coimbra (noutro congresso)... Tive pena. Custa-me sempre dizer que não a um amigo... São tão raras as oportunidades. Tenho saudades dos amigos da minha terra, infância, adolescência... Dito assim soa mal. Os amigos que quase só vejo nas férias. Também não me soa bem...
A vida é tramada. Primeiro dá-nos todo o tempo do mundo para fazermos o que nos dá na cabeça e para estarmos com todas as pessoas de quem gostamos.... E quando achamos que isso nunca vai mudar, começamos a crescer, mudamos de vida, de casa, de rotina e pronto... Puff... A vida diz: Se queres continuar a "tê-los", faz por isso! Ainda tenho alguns. Os meus queridos poucos, mas bons! =)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

P. B.'s back

"Aqui o Professor de Odontopediatria é o que menos apita!" dito pelo mesmo. E se ele o diz... quem sou eu para contrariar?!

domingo, 28 de setembro de 2008

7 letras

Dedicado ao mais lusitano sentimento. Este poema do sr. Ary é soberbo e eu ando viciada nele.

Esta palavra Saudade
Sete letras de ternura
Sete letras de ansiedade
E outras tantas de aventura.
Esta palavra saudade
A mais bela e a mais pura
Sete letras de verdade
E outras tantas, de loucura.
Sete pedras, sete cardos
Sete facas e punhais
Sete beijos que são dados
Sete pecados mortais.
Esta palavra saudade
Dói no corpo devagar
Quando a gente se levanta,
Fica na cama a chorar.
Esta palavra saudade
Sabe a sumo de limão
Tem um travo de amargura,
Que nasceu no coração.
Ai palavra amarga e doce
Estrangulada na garganta
Palavra como se fosse
O silêncio, que se canta.
Meu cavalo imenso e louco
a galopar na distância
Entre o muito e entre o pouco,
que me afasta da infância.
Esta palavra saudade
é a mais prenha de pranto,
como um filho que nascesse
Por termos sofrido tanto.
Por termos sofrido tanto
É que a saudade está viva
São sete letras de encanto
Sete letras por enquanto,
Enquanto a gente for viva.
Esta palavra saudade
sabe ao gosto das amoras
Cada vez que tu não vens,
cada vez que tu demoras.
Ai palavra amarga e doce,
debruçada na idade
Palavra como se fossemos
resto de mocidade.
Marcada por sete letras
a ferro e a fogo no tempo
Ai, palavra dos poetas
que a disparam contra o vento.
Esta palavra saudade
dói no corpo devagar
Quando a gente se levanta
fica na cama a chorar.
Por termos sofrido tanto
É que a saudade está viva
São sete letras de encanto
Sete letras por enquanto,

Enquanto a gente for viva.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Double Decker Bus

Há tanta coisa por explicar, tanta coisa por perceber. Por vezes, sinto que a mensagem se dissolve antes de chegar onde eu queria que chegasse, ou não chega a mim. Ficam insinuações, sorrisos, olhares, cartas.

Há algum tempo atrás escrevi um post sobre o poder das palavras: escritas ou ditas? Continuo com a mesma opinião. Tudo o que nunca foi dito vai ter de ser discutido um dia... e 25 horas não vão chegar.



Adoro estar com aqueles a que chamo "o meu pessoal". Apesar da ausência física, continuo a não saber viver sem vocês. Eu trago-vos sempre comigo.


Adoro a música =) Tem energia e traz-me boas recordações. Lady traz-me London.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Há dúbidas?

Este foi um dia de rebuscada inspiração do Dr. Pedro.
Imaginem isto dito por alguém com cara de mau e com o sotaque nortenho mais vincado que alguma vez tenham ouvido:
  • "Era a primeira bez que eu bia o puto."
  • "Estes pequeanos pormenores de ser ágil e indrominar o tratamento..."
  • "Cumu??!"
  • "1º e 2º pré-molar decíduo"
  • "Num há pausas e ele tá imbebido nesse sentido..."
  • Tá, tá! Tá lá deantro já num sai!"
  • Porreiro, ele já se tá a babar!"
  • "O Bucinador é raro."
  • "Anadequada"
  • "Confusão mental é um fracasso."
  • "Temos de tar precabidos para os mobimeantos mais loooouuuucos da cabeaça" (acompanhado de uma volta de 180 graus da sua própria cabeça. Melhor explicado não podia ser.)
  • "Os miúdos começam ali a tirar bifes, mas num se dão conta"

Foi mesmo um professor que disse tudo isto durante uma aula teórica de apenas 50 minutos... Há que admitir que não é fácil!!!

Já agora e mesmo assim, é um dos professores mais competentes que tenho.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

ABC

A. Hoje:
Restauração classe I no 47 ao sr. António (que hoje veio com mais tempo, não trouxe o saco com o "farnel" e até reparou na tatuagem da Patrícia - "Oh menina nunca faça isso. Bom é ao natural!").
Como fazer o modelo para Orto? Um mistério por resolver.
Rio das Flores é um bom livro, além do romance ajuda-nos a perceber toda a conjuntura e grande confusão pós regicídio até ao período de ditadura por que passou Portugal.
Comprei Retornados - um amor nunca morre. Vou tentar aprender um pouco mais sobre a história dos meus, que é a minha também.
O Segredo, esse ainda o irei desvendar um dia mais tarde, com mais calma.
B. Porquê B.G.?
Simplesmente porque não queria ser identificada.
Nos saudosos tempos de mIRC (aquela altura em que eu chegava a casa e não tinha nada para fazer, os tempos em que ficava online até às tantas quase todos os dias, aquela altura em que cada dia era uma descoberta e em que comecei realmente a acordar para a realidade) o meu nick era bond girl. Um nick que não tem muito (nada?!) a ver comigo, mas de que alguns se lembrariam. Por isso ficou só B.G.
Peço desculpa por dar uma explicação tão pobre em eufemismos ou metáforas mas a verdade, na maior parte das ocasiões, é simples, chata e não corrobora as nossas teorias.
C. Dissertação
O que passamos nós para os outros? Somos como somos. Sorrimos, choramos, gritamos, sussurramos ao ouvido, mandamos cartas. Sempre que fazemos algo, ou não fazemos deliberadamente nada estamos a ser observados e dessa observação nasce a opinião dos outros acerca de nós mesmos.
Que imagem ou mensagem passo eu para os outros? Inquietante questão, sobre a qual é preciso não reflectir muito ou corro o risco de fazer o que acho que os outros querem que faça em vez de fazer o que acho ou devo fazer.
A percepção que tenho de mim mesma é bastante clara. Conheço vícios, pontos fracos e qualidades que não impedem que me surpreenda determinadas vezes comigo mesma.
Sei que cada um tem uma opinião diferente sobre mim, até porque todos somos diferentes e reagimos heterogeneamente a um mesmo estímulo, mas um coração tão distorcido? Porquê?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Ciclo sem Fim



Sexta-feira, 1 de Fevereiro, o céu ameaça ruir com uma chuva chata... nem rastos do sol. Fecha-se assim mais um ciclo.

A última frequência terminou às 11h30, depois de uma noite mal dormida, depois de acordar às 5h da manhã, depois de um mês inteiro com 3 frequências por semana, depois de um semestre exigente e persistente. Depois dos primeiros flúores, destartarizações, extracções, biopsias...

Bebo a ginginha, ouço a música que me acompanha sempre e me dá alguma vida. Agora tudo parece certo.

Logo há jantar. Quando der por mim já não estou nem aí para o cansaço, para a névoa, para as profundas olheiras, para os cafés, para a ansiedade, para a tristeza, para o chocolate, para as lágrimas.

Uma semana de férias não vai dar para sentir saudades. Outro ciclo se voltará abrir. E muitos outros terão de se suceder porque a aprendizagem e a vida são um ciclo sem fim.

E é verdade que só nos damos conta da verdadeira importância de tudo isto quando temos uma pessoa à nossa frente, que nos olha com respeito, nos pede opiniões e que exige o nosso melhor.




sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Logica

O medíocre persegue sempre a excelência.


Uma frase que ouvi e me fez pensar...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Sessão

É interessante a forma como os temas se camuflam.
Conheço tantos vocábulos para o mesmo significado e quando dou por mim estou a repetir palavras. A usar as mesmas como se mais não existissem... Sinto que tenho mil palavras na cabeça, 10 nos dedos e uma ou duas sigificâncias que me corroem e não largam por mais que tente evitá-las ou modificá-las.
Cada um de nós vive agarrado à sua obcessão e quem disser que não, mente.
Sentimos, respiramos, saimos para a rua na busca de atingir ou obter essa obcessão ou na busca de a esquecer e de ela perecer. De repente, torna-se a força indolente e constante que nos empurra para vida e nos domina os objectivos.
Confirmo isto quando leio mais que um livro do mesmo autor. Acabo de ler o primeiro, gosto da mensagem, vou ler outro da mesma pessoa, termino de o ler e vejo que apesar de outra história e personagens estarem presentes, a moral é a mesma. Os últimos são meras reconfirmações do primeiro. Também os meus post's repetem o primeiro. Por mais opostos que sejam os temas abordados, a ideia implicita é só uma.
Acaba tudo num motivo que nos torna apreensivos ao descobrir que não passa de uma obcessão. Reconforta-nos apenas saber que identificar o inimigo já é um passo para lhe retirar a vitória.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Revelação














E dizem eles que se querem,
Pastores de rebanhos fugidios,
Quando se esfolam e se traem
À rapidez com que rumam os rios.

Não sejam sinceros, por favor!
Matem o próximo se querem viver!
Já foram rasgados os traços do amor
Corrompido! O dia da noite há-de nascer.


Porque um dia acordas e já não vês o que vias. Quando a revelação acontece jamais sentirás como sentias. Alteraram-se as leis.